terça-feira, 20 de outubro de 2009

bons sonhos...


Ler é tudo de bom. Antes de dormir, melhor ainda. Ler abraçadinha à um travesseiro que emite luz... sem palavras. Só espero que seja suficiente! Confira mais detalhes no Blog da Galileu.

Sapatos de gueixa... ou de queixa



Assim que vi as fotos desses sapatos lembrei da estória daquelas pobres coitadas chinesas que enfaixavam os pés até deformá-los em nome da beleza. Me desculpem Marc Jacobs, Manolo Blanik, Nina Ricci, entre outros que assinam - para mim assassinam - um dos acessórios mais cobiçados pelas mulheres. Pois sim! Sapatos como esses podem cometer os dois tipos de assassinato previstos no Código Penal Brasileiro: o homicídio culposo e o homício doloso. O culposo, sem intenção de matar, é quando uma pobre coitada cai literalmente do salto e deixa as passarelas direto para o necrotério. Já o doloso, com intenção, acontece quando o sapato é arremessado contra outro indivíduo e o salto número 15 acerta em cheio uma artéria vital.
Vocês podem me questionar dizendo: mas são sapatos conceituais, só sevem para passarela. Tudo bem, adoro projetos conceituais, mas se esses sapatos fossem produzidos em série, seriam verdadeiros serial killers!!! Por favor, para o bem geral da nação, não saiam das passarelas!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Projetos incríveis 2


Quando uma ideia inovadora vem acompanhada de um patrocínio, só pode dar samba! No caso, qualquer ritmo. Vale a pena conferir a ação feita em conjunto pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen e implantada em um metrô de Estocolmo, na Suécia.
As duas empresas se reuniram para criar um experimento chamado Fun Theory, uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Suécia, Estocolmo.

Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%.

Projetos incríveis


Recebi esse vídeo incrível. Para mim, que sou mãe, não vejo a hora de poder sonhar com um produto desses. Espero que ele esteja disponível antes da minha filha abandonar o carrinho rs. Senão, fica para o próximo...

domingo, 18 de outubro de 2009

O que você quer ser quando crescer?

Depois de um longo e tenebroso inverno, aqui estou novamente publicando. Recomeço com uma homenagem ao mês da criança (já que o dia passou...).

Yasmin estava empolgada, acabaram as férias de julho e logo veria as suas amiguinhas e a professora. Para uma menina de quatro anos, o mundo é uma descoberta diária. Depois de longos discursos de como foram as férias, quem viajou para onde, juras de melhores amigas para sempre, a professora começou a aula perguntando para as crianças:

- O que vocês querem ser quando crescerem?

Uns responderam médicos, outras professoras, engenheiros, jogador de futebol, mas a professora se impressionou mesmo com a resposta daquela empolgada menininha:

- Tia, eu quero ser designer.

A professora olhou para Yasmin meio incrédula...

- Que gracinha, aonde você viu isso?

- Quero ser igual a minha mãe.

- Turma, tive uma idéia, em homenagem a futura profissão de Yasmin, vamos fazer um desenho bem bonito porque designer precisa saber desenhar muito bem.

Chegando da escola, Yasmin pergunta a sua mãe:

- Mamãe, o que você faz mesmo?

- Como assim, filha?

- É que eu falei para minha professora que eu queria ser designer igual a minha mãe e ela disse para a turma fazer um desenho bem bonito porque designer sabe desenhar muito.

Adendo: desde cedo Ana Júlia ensinou sua filha a falar designer com a pronúncia correta, afinal, ela tinha que dar o exemplo. Difícil mesmo seria a hora de escrever...

- E por que você me perguntou o que eu fazia?

- Mãe, você não sabe desenhar.

- Como não, filha? E aquele solzinho que eu fiz?

- Mãe, esse solzinho eu também faço.

Uma coisa é explicar para um cliente, um parente, um adulto o que um designer faz (apesar da tarefa ainda ser difícil). Mas vai explicar para uma criança de quatro anos? E tendo o cuidado de não contrariar a professora! Senão a tarefa seria mais árdua ainda... Criatividade, criatividade!

- Filha, tem que saber desenhar sim, mas não precisa ser um Leonar... (não, imbecil, não cita nome difícil), não precisa ser tanto assim como a professora disse.

Pronto, assunto encerrado. Não para uma criança de quatro anos...

- Entendi, então você desenha no computador? Deixa eu ver! Deixa eu ver!

- Filha, vamos fazer assim, a mamãe precisa trabalhar agora, mas vai praticando, quero ver desenhos bem bonitos, tá? Desenha bastante, tudo o que vier à cabeça, ok? Depois a mamãe mostra.

- Tá mamãe! Quando eu cansar você me mostra?

Ufa, conseguira despistar dessa vez, quem sabe ela não consegue adiar essa conversa por mais quatro anos? Se a professora deixar, é claro!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Para viagem


Sabe aqueles dias em que você quer fazer alguma coisa diferente da rotina? E fica gastando o controle da televisão por que não sabe exatamente o que assistir? Nesses dias, ao menos comer algo diferente já seria um bom começo. Depois de mudar muitos canais, o sujeito esbarra com o comercial que parecia feito sob encomenda: um sanduíche com 6 milhões de combinações possíveis. Uau! Era isso! Poder escolher entre 6 milhões de itens parecia uma aventura diferente para um domingo à tarde. Do jeito que estava vestido – calça de moletom, camiseta básica branca e chinelos de dedo – saiu à cata do famoso sanduíche.

Chegando a uma franquia, se deparou com a caixa super bem treinada para atender qualquer cliente faminto por escolhas:

- Boa noite senhor, posso ajudar?

O empolgado sujeito responde:

- Com certeza! O anúncio diz que são 6 milhões de combinações, certo?

- Certo, senhor! Qual vai ser o pedido?

- Se eu quiser colocar 1 milhão de ingredientes no sanduíche eu posso, então?

- Desculpe, senhor, mas não é bem assim que funciona, o senhor tem direito a escolher entre 10 ingredientes e dois molhos.

- Mas só isso? Puxa, achei que pudesse escolher mais... Então, se são 6 milhões de combinações deve ter um bocado de itens para escolher.

- Na verdade, são 50, senhor...

- Nossa, como é que se chega nos milhões de combinações com 50 itens?

A caixa, a essa altura, já havia desfeito o sorriso da face...

- O senhor gostaria de fazer o pedido?

- Tudo bem, não quero mais tomar o seu tempo. Quais os tipos de pães?

- Integral, com gergelim, light, diet, árabe, branco, de leite, com ervas e centeio.

- Integral, gerge... me dá o normal mesmo.

- Normal não temos. Pode ser branco?

- Tudo bem, agora o recheio. Eu posso escolher 50, certo?

- Não, senhor... Apenas 10.

- Então coloca aí... Deixa eu ver... Nossa, é muita coisa... Alguma sugestão?

- O kani com queijo branco costuma sair muito bem.

- Não é bem isso que eu quero...

- Senhor, me desculpe, mas a fila está ficando grande atrás do senhor.

- Puxa, nem tinha percebido. Cancela o sanduíche. Vocês vendem sorvete?

-Não, senhor.

- Café?

- Carioca, expresso, com leite, chantilly, meio amargo, com raspas de canela...

- Me vê um preto, puro, sem açúcar.

- Vai tomar agora, para viagem ou delivery?

- Para viagem!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eu não tenho, você tem?

Eu adoraria dar a volta ao mundo em 180 dias. Conhecer lugares novos, entrar em contato com culturas tão diferentes da minha é enriquecedor. Sempre que vejo na televisão esses anúncios de viagens meus olhos brilham, mas uma pulga fica atrás da minha orelha. Já repararam que geralmente o comercial acaba assim: procure seu agente de viagens. Você conhece algum agente de viagens? É bem diferente de dizer “vou falar com meu advogado”. Ainda que você não tenha um de confiança, não é difícil contratar um, já que existem mais advogados do que chuchu na serra. Mas um agente de viagens? Imagina que chique, estou com vontade de conhecer a Itália, então eu pego meu caderno de telefones, ligo para o meu amigo agente de viagens e combinamos de tomar um cafezinho para discutir as melhores condições para se viajar.

Se alguém se encaixa nesse perfil, por favor, entre em contato comigo, eu preciso saber como é a sensação de ter um agente exclusivo (diretamente, sem o intermédio de um advogado, ok?).

Seria mais apropriado substituir o pronome possessivo pelo artigo indefinido. Quer conhecer a Itália? Procure UM agente de viagens. Hum... bem melhor.