segunda-feira, 18 de julho de 2011
Mãe x Culpa
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Ser mãe
Coisas que nos inspiram
terça-feira, 27 de abril de 2010
Dia D
Hoje é o dia do designer gráfico. Mas... quanto aninhos ele faz? Muitos dizem que o pai de todos é o multi-facetado Peter Berhens. Aqui no Brasil o design está firmando as pernas, ainda estamos conquistando nosso lugar ao sol e o entendimento da profissão. Acredito que a regulamentação possa ajudar, mas isso já é uma outra história... E o que é design gráfico? Eu acho que um bom projeto – sempre bato na tecla do conceito – é como tomar uma coca-cola no recipiente de vidro, estupidamente gelada, num dia de sol de primavera, à beira da praia de Copacabana, com uma leve brisa batendo... É refrescante! Revigorante! Viciante!
Há quem ache supérfluo assim como é a coca-cola. Mas não é à toa que está nas nossas vidas há mais de 100 anos e todo muito toma sua fórmula secreta.
Então minha gente, tomem design! Refresquem-se, renovem-se, usem, usufrutem e rasguem se preciso for.
Parabéns a todos que tornam a profissão refrescante e revigorante.
quarta-feira, 17 de março de 2010
que delícia!!!

Gente! Olha o que eu achei no blog assuntoscriativos.blogspot.com. Um chaveiro que imita os deliciosos plásticos bolha... As bolinhas anti-stress estão automaticamente aposentadas. Existe lembrança melhor de infância do que ver um eletrodoméstico chegando embrulhado naquele enorme plástico bolha e a criança aguando para estourar o máximo que pode? Imagina poder estourar vezes o infinito... Será que vicia?
sábado, 13 de março de 2010
Página em branco
O começo de uma grande ideia; sua ausência
Um espaço entre pensamentos; a origem deles
A primeira letra; o ponto final
Fonte de paz; fonte de inquietude
Bem-me-quer; mal-me-quer
Já sei! Não, ainda não...
Há quem saiba o que fazer com ela; há quem não consegue nem encará-la
Vontade de rasgar, fazer um bolinha e arremessar
Ou construir um barquinho e navegar além do horizonte
Sou uma página em branco, só não sei se estou no começo ou no fim.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Reality showzinho

A nova tsunami mundial é essa: realities show (se escrevi errado, favor me corrijam). Não tem como fugir, tanto na tv aberta como na fechada, tem de todos os tipos para todos os gostos. Confesso que gosto de acompanhar àqueles que promovem novos talentos, como Project Runway, Stylista e até American Idol. Mas hoje assiti um que me deixou estupefata!!! Reality show com crianças!!! Já não bastasse a quase impotência de pais em tentar proteger seus filhos ao máximo dessa cultura descartável e reciclável, há outros que literalmente jogam seus filhos dentro da latrina. E esse programa é o retrato disso.
sábado, 16 de janeiro de 2010
E-!
Prezado leitor, se você leu esse título e achou que o traço fosse algum erro de edição e leu o “e” igual ao nosso alfabeto, parabéns, ainda há salvação. Porém, se foi lido como um “ih!”, você já foi contamido pela nova e-Era. Os e-s são uma epidemia que está deixando a gripe no chinelo. Mas os sintomas são silenciosos e o nosso organismo absorve seus efeitos muito lentamente...
Com certeza, Ana Júlia já está inserida nesse novo contexto. Acordou meio nostálgica, o tempo frio e livre contribuiu para esse estado de espírito. Pegou o velho e bom jornal com o intuito de sujar mesmo as pontas dos dedos de tanto manuseá-lo. Porém, uma matéria sobre e-book deixou Ana Júlia um pouco perturbada. Leitura virtual? Seria uma mera questão de hábito? E-agora?
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O primeiro micro a gente nunca esquece
O mundo hoje poderia ser dividido em A.I. e D.I.: antes da internet e depois dela. Uma infinidade de neologismos surgiu D.I. Não demora muito o novo verbo “twittar” estará engrossando nosso dicionário. Pois estou inventando mais um, a expressão “que micro” o qual reúne os micos que o internauta está sujeito a pagar quando não se atualiza 24 horas por dia com as novas formas de se comunicar nesse e-habitat (acabei de inventar outro).
Ana Júlia tem uma coleção deles registrados no HD do computador e ultimamente anda ocupando por demais a memória. Ela sempre foi meio avessa a expor sua intimidade por aí, mas depois do nascimento de Yasmin, não existia melhor meio de divulgar o desenvolvimento da pequena do que o orkut. Agora que perdera a virgindade virtual, já era! Queria usufruir de todas as ferramentas disponíveis!
Uma noite dessas de insônia, resolveu escrever. Gostou tanto do texto que quis compartilhar com seus contatos (amigos, colegas virtuais = contatos). Foi um tal de control C, control V... Quando ficou satisfeita, mandou o texto para todos. Estava instaurado o primeiro micro. Como uma designer que se preza não tem um blog?
Blog criado, não pagaria o micro de divulgá-lo por e-mail, deveria existir uma inteligência artificial mais adequada para o processo. Ah, sim! O orkut iria servir para algo mais do que depósito de fotos e de busca de pessoas da época do maternal. Mas o pior ainda estava por vir! Mandou um recado para ela mesma com o endereço do blog! Quer micro maior que esse?
Como uma coisa vai levando a outra, o próximo passo seria criar um twitter. Mas, para que serve um twitter? Para todo mundo saber o que você está fazendo on line, on time, full time!!!
Ana Júlia até que tentou, mas não deu. Já conseguiram acompanhar um twitteiro? Não dá! Decidiu não pagar o micro de virar Globo News e dizer o que estaria fazendo a cada meia hora.
Depois dessa orgia virtual, Ana Júlia se desligou um pouco desse mundo e começou a se perder nos seus pensamentos, ou a começar a se achar neles. Pensou como era louco conhecer todo mundo e ninguém ao mesmo tempo. Não se impressionaria se num futuro bem próximo as relações amorosas começassem on line, o casal que quisesse conceber filhos faria o sexo virtual e o futuro rebento seria igual ao tamagoshi, alimentado com baterias... É tão absurdo pensar nessas coisas? Achou que sim, que micro... Agora usaria o seu conhecimento com mais critério antes que fosse votada em um desses blogs como a maior micreira da rede!
Cliente amigo
Uma amiga daquelas que se conta nos dedos, trabalha como secretária executiva em uma empresa que precisava de uma dessas soluções gráficas. Ligou para Ana a fim de propor um trabalho:
- Ana? O presidente aqui da empresa precisa de um cartão de visitas bem bonito. Você pode fazer?
Ana Júlia fez uma cara de poucos amigos ao telefone. Um cartão de visitas era uma parte de um todo. Não adiantava desenvolver um cartão incoerente com o resto da papelaria da empresa. Usou toda sua psicologia para explicar esse conceito para amiga.
- Poxa Aninha, quebra esse galho, ele vai viajar e queria distribuir um cartão para os clientes. Mas tem que ser rapidinho, ele sai em três dias.
- Como posso criar um cartão em menos de três dias e mandar para um birô de impressão? É impossível!
- Se preocupa não, a gente tem aquele papel serrilhado aqui. Pode fazer preto e branco mesmo que gasta até menos tinta e imprimo aqui mesmo.
Pára o mundo que eu quero descer! Não era de uma designer que sua amiga precisava. Queria perder o trabalho sem perder a amizade. Lembrou de um anúncio na internet que a deixou revoltada, mas podia ser a solução: “Fazemos sua logomarca pela internet com o melhor preço do mercado”. Um sujeito que faz logomarca ficaria feliz da vida em desenvolver um cartão bonitinho. Passou o contato para amiga que ficou super satisfeita.
Não estava mais revoltada com o anúncio. Não precisava mais quebrar esse tipo de galho. É só cada macaco ficar no seu.
O cliente sempre tem razão (?)
Nossa, quase 9:00h da manhã. Ana Júlia praticamente virara a noite. Mas trabalho com prazo é assim mesmo, não pode bobear com o cliente. Também, o projeto já havia sido aprovado, o cliente só pediu de última hora para mexer em um detalhe, tudo bem, era o último detalhe. Ana Júlia apressou o passo e conseguiu chegar ao escritório do cliente de acordo com o combinado:
- O arquivo está pronto. Mudei aquele detalhe exatamente como você me pediu. Já entrei em contato com a gráfica e ela só está esperando o material para a produção. Fique tranqüila, que vou fazer o acompanhamento.
- Ótimo! Posso dar uma última conferida?
Ana Júlia não gostou do tom da conferida... De repente ela só queria namorar o projeto mais um pouquinho.
- Sabe o que é.
Ai, ai, ai...
- Eu falei com o meu sócio, eu sei que você está negociando comigo desde o começo, mas ele achou melhor mudar um negocinho à toa. Eu sei que isso é rápido, você não se incomoda, né?
Ana Júlia estava inclinada em falar tudo bem, era o que geralmente fazia nessas situações, afinal, o cliente sempre tem razão. Será? Já haviam aprovado tudo, o último detalhe seria, na verdade, o penúltimo, ou o antepenúltimo? Não queria ceder, não podia ceder. Resolveu usar aquela tabela da qual rira tantas vezes mas agora o negócio era sério. Somou: negocinho à toa + rapidinho + não se incomoda e chegou a uma conclusão inesperada:
- Tudo bem, eu mexo, mas vou cobrar R$ 200,00 por isso.
Será que ela estava vendo um E.T. na frente dela? Aquela expressão ficaria estampada em sua memória por muito tempo...
- Mas, Ana Júlia, o que é isso? Você vai cobrar R$ 200,00 reais para mudar esse negocinho? Isso é um absurdo!
- Desculpe, mas absurdo é fazer do meu trabalho uma marionete. Existe todo um conceito por trás desse resultado e eu fui concedendo em vários pormenores. Mudanças extras, gastos extras.
- Tudo bem, não se exalte. Então espera aí que vou dar uma última olhada para ver se é só isso mesmo, ok?
Como assim? Pensou Ana, as outras olhadas não foram para valer? Não se exaltaria desta vez, falou um tudo bem. Existem atitudes que o dinheiro não compra, para todas as outras a tabela do jeitinho até que cai bem...
Designerfreelancer
Quando Deus criou os vizinhos, o homem estipulou a política da boa vizinhança. Essa regra básica em todo edifício que se preze se equivale àquela do marido traído, o interessado é sempre o último a saber (quando sabe).
Optar por ser designer freelancer e manter uma rotina é uma tarefa das mais complicadas. Mas Ana Júlia se esforça bastante e sempre que pode leva sua filha para tomar um sol nas manhãs ensolaradas do Rio de Janeiro. Em um lindo sábado de sol, lá vai Ana Júlia para a pracinha entreter e gastar a energia de Yasmin. Chegando lá, encontra uma mãe que, ao trabalhar durante a semana fora, só pode levar sua cria nos finais de semana:
- Nossa! Como sua filha cresceu! Está tão lindinha... O tempo passa rápido, né?
Papo vai, papo vem... a doce vizinha entra da intimidade do lar de Ana Júlia...
- Tive que colocar meu filho na creche muito cedo, é de partir o coração. Mas a minha licença só durou quatro meses. Não tinha como adiar. Bom que você consegue se dedicar tempo integral. Você deve ficar cansada de cuidar dela sozinha enquanto seu marido trabalha fora, não é?
- Nem tanto, a babá dela é muito boa.
- Mas durante a semana é você que quase sempre traz a Yasmin para passear.
Como ela sabe dessa informação?!?
- Você não pensa em voltar a trabalhar?
- Mas eu trabalho, tenho meu escritório em casa.
Essa ela não sabia...
- Ah! Que bom então, trabalha em quê?
- Sou designer freelancer.
- A tá.
Tenta falar rápido essas duas palavras? Soa muito estranho. Achou que essa informação encerraria o interrogatório, ledo engano...
- Desculpe, não entendi direito, você trabalha em quê?
- Sou designer gráfico e já tenho a minha carteira de clientes que conhecem meu trabalho. Então optei por trabalhar em casa.
- Que maravilha! Desculpe a insistência, o que faz uma designer gráfico que trabalha em casa?
Olhei para Yasmin, doida para que ela viesse correndo e dissesse que queria ir ao banheiro, que estava cansada, que o amiguinho não queria devolver o brinquedo. Não foi isso o que aconteceu. Enquanto explicava aquele texto já decorado em sua cabeça, Ana Júlia começou a ter uma brilhante idéia tabajara! Assim que pisasse em casa escreveria uma cartilha básica sobre conceitos do design para distribuir por aí. Quem sabe distribuir na próxima reunião de condomínio?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Outros caminhos
Semana passada fui a uma palestra sobre a importância de como preparar um currículo lattes. Gostaria, primeiramente, de parabenizar a Universidade Veiga de Almeida pela iniciativa da semana de iniciação científica. E levantar alguns questionamentos... Gostaria de deixar claro que essa é uma opinião baseada estritamente na minha experiência pessoal.
Me formei em produto pela PUC-Rio e em design gráfico pela UniverCidade. Em ambas experiências de graduação tive a impressão de que o curso é muito pragmático, ou seja, devemos direcionar nosso conhecimento para o projeto, cujo resultado final se traduz em um produto, seja ele um site, uma identidade visual ou uma cadeira. Com isso, nos ensinam a importância de se formatar um bom portfolio, buscar desde os primeiros períodos estagiar, entre outros requisitos. Óbvio que tudo isso é muitíssimo importante, mas não se traduz na única opção de um profissional de design. Existem outros caminhos pouquíssimos explorados nas faculdades, pelo menos nas que fiz.
Um desses caminhos - o qual eu trilhei e serviu como experiência - é o de designer empresário. Existe um livro muito bom disponível no mercado do Gilberto Strunck chamado Viver de design, que ensina toda essa parte burocrática de se abrir e gerenciar um negócio próprio. Na faculdade nos ensinam a fazer um contrato, a cobrar pelas horas de trabalho... Mas se quisermos abrir uma empresa? Como administrar? Quais as implicâncias de se contratar um funcionário? São questões que adoraria ter visto em alguma aula.
O outro caminho - pelo qual desejo trilhar a partir de agora - é o acadêmico, a produção científica. Acredito que muitos alunos de design devem ter calafrios na espinha ao ler isso. rs O máximo que experimentei como aluna foi metodologia científica, que na época, confesso, não morria de amores, mas hoje percebo como é fundamental para um projeto bem fundamentado. O que é pesquisa científica? Como concorrer a bolsas? Como fazer currículo lattes? Quais caminhos devemos trilhar na faculdade para nos tornarmos pesquisadores? São questões que adoraria ter visto em alguma aula.
Uma vez um professor me disse que se não soubesse desenhar que não deveria continuar cursando design, era melhor fazer dança (sem desmerecer a carreira, não me interpretem mal). Imagina se eu tivesse levado essa crítica realmente a sério? Claro que saber desenhar é importante, mas se eu dependesse disso para ser designer, teria feito dança! Só quero dizer que há outros caminhos que podem ser traçados na vida acadêmica que podem nos levar a Milão!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
bons sonhos...

Ler é tudo de bom. Antes de dormir, melhor ainda. Ler abraçadinha à um travesseiro que emite luz... sem palavras. Só espero que seja suficiente! Confira mais detalhes no Blog da Galileu.
Sapatos de gueixa... ou de queixa

Assim que vi as fotos desses sapatos lembrei da estória daquelas pobres coitadas chinesas que enfaixavam os pés até deformá-los em nome da beleza. Me desculpem Marc Jacobs, Manolo Blanik, Nina Ricci, entre outros que assinam - para mim assassinam - um dos acessórios mais cobiçados pelas mulheres. Pois sim! Sapatos como esses podem cometer os dois tipos de assassinato previstos no Código Penal Brasileiro: o homicídio culposo e o homício doloso. O culposo, sem intenção de matar, é quando uma pobre coitada cai literalmente do salto e deixa as passarelas direto para o necrotério. Já o doloso, com intenção, acontece quando o sapato é arremessado contra outro indivíduo e o salto número 15 acerta em cheio uma artéria vital.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Projetos incríveis 2
Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%.
Projetos incríveis
domingo, 18 de outubro de 2009
O que você quer ser quando crescer?
Depois de um longo e tenebroso inverno, aqui estou novamente publicando. Recomeço com uma homenagem ao mês da criança (já que o dia passou...).
Yasmin estava empolgada, acabaram as férias de julho e logo veria as suas amiguinhas e a professora. Para uma menina de quatro anos, o mundo é uma descoberta diária. Depois de longos discursos de como foram as férias, quem viajou para onde, juras de melhores amigas para sempre, a professora começou a aula perguntando para as crianças:
- Filha, tem que saber desenhar sim, mas não precisa ser um Leonar... (não, imbecil, não cita nome difícil), não precisa ser tanto assim como a professora disse.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Para viagem

Sabe aqueles dias em que você quer fazer alguma coisa diferente da rotina? E fica gastando o controle da televisão por que não sabe exatamente o que assistir? Nesses dias, ao menos comer algo diferente já seria um bom começo. Depois de mudar muitos canais, o sujeito esbarra com o comercial que parecia feito sob encomenda: um sanduíche com 6 milhões de combinações possíveis. Uau! Era isso! Poder escolher entre 6 milhões de itens parecia uma aventura diferente para um domingo à tarde. Do jeito que estava vestido – calça de moletom, camiseta básica branca e chinelos de dedo – saiu à cata do famoso sanduíche.
Chegando a uma franquia, se deparou com a caixa super bem treinada para atender qualquer cliente faminto por escolhas:
- Boa noite senhor, posso ajudar?
O empolgado sujeito responde:
- Com certeza! O anúncio diz que são 6 milhões de combinações, certo?
- Certo, senhor! Qual vai ser o pedido?
- Se eu quiser colocar 1 milhão de ingredientes no sanduíche eu posso, então?
- Desculpe, senhor, mas não é bem assim que funciona, o senhor tem direito a escolher entre 10 ingredientes e dois molhos.
- Mas só isso? Puxa, achei que pudesse escolher mais... Então, se são 6 milhões de combinações deve ter um bocado de itens para escolher.
- Na verdade, são 50, senhor...
- Nossa, como é que se chega nos milhões de combinações com 50 itens?
A caixa, a essa altura, já havia desfeito o sorriso da face...
- O senhor gostaria de fazer o pedido?
- Tudo bem, não quero mais tomar o seu tempo. Quais os tipos de pães?
- Integral, com gergelim, light, diet, árabe, branco, de leite, com ervas e centeio.
- Integral, gerge... me dá o normal mesmo.
- Normal não temos. Pode ser branco?
- Tudo bem, agora o recheio. Eu posso escolher 50, certo?
- Não, senhor... Apenas 10.
- Então coloca aí... Deixa eu ver... Nossa, é muita coisa... Alguma sugestão?
- O kani com queijo branco costuma sair muito bem.
- Não é bem isso que eu quero...
- Senhor, me desculpe, mas a fila está ficando grande atrás do senhor.
- Puxa, nem tinha percebido. Cancela o sanduíche. Vocês vendem sorvete?
-Não, senhor.
- Café?
- Carioca, expresso, com leite, chantilly, meio amargo, com raspas de canela...
- Me vê um preto, puro, sem açúcar.
- Vai tomar agora, para viagem ou delivery?
- Para viagem!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Eu não tenho, você tem?
Eu adoraria dar a volta ao mundo em 180 dias. Conhecer lugares novos, entrar em contato com culturas tão diferentes da minha é enriquecedor. Sempre que vejo na televisão esses anúncios de viagens meus olhos brilham, mas uma pulga fica atrás da minha orelha. Já repararam que geralmente o comercial acaba assim: procure seu agente de viagens. Você conhece algum agente de viagens? É bem diferente de dizer “vou falar com meu advogado”. Ainda que você não tenha um de confiança, não é difícil contratar um, já que existem mais advogados do que chuchu na serra. Mas um agente de viagens? Imagina que chique, estou com vontade de conhecer a Itália, então eu pego meu caderno de telefones, ligo para o meu amigo agente de viagens e combinamos de tomar um cafezinho para discutir as melhores condições para se viajar.
Se alguém se encaixa nesse perfil, por favor, entre em contato comigo, eu preciso saber como é a sensação de ter um agente exclusivo (diretamente, sem o intermédio de um advogado, ok?).
Seria mais apropriado substituir o pronome possessivo pelo artigo indefinido. Quer conhecer a Itália? Procure UM agente de viagens. Hum... bem melhor.
